segunda-feira, 22 de julho de 2019

Divagar

Durante as trevas meu caminho se mostra tortuoso
Diante da luz meus desafios se apresentam monstruosos.
Altos troncos, ilustre copa, arvores centenárias que já viram tantos em desespero, mas a mim não verá cair primeiro, aquele que fez de escudo o próprio coração.
Rachado, apagado, porem continuo a seguir mesmo que quebrado, não tenho direito a descansar mesmo que minhas batalhas fiquem a me reservar, espada de alma que combate a solidão, armadura de sofrimento que brilha afugentando a vastidão, não vejo viva alma mesmo diante dos tempos que fiquei a trilhar, tão tolo fui eu quando fiquei a esse desafio aceitar, acreditava que a força em mim iria esse inimigo subjugar, e a cada dia que passa mais forte preciso ficar, não pelo lúdico desse desafio enfrentar, apenas e somente apenas para mais uma noite nessa floresta enfrentar, me lembro a tempos atrás de um castelo abandonado avistar dentro dele tinha um trono que seu portador não estava lá.
Fui até as masmorras lá encontrei gritos selvagens de ódio e desolação, aquilo aflorou meu medo mais que a compaixão, uma criatura funesta presa em correntes de forte magia até mesmo um monstro sucumbe diante da referida pressão.
Ansiando pelo momento de libertação, o que se via em seus olhos era apenas o desejo por destruição, a besta selvagem em pele de homem será que tal besta poderia me enganar  ou a vida mais cruel que o próprio terror, ela tentou cruelmente me mostrar aquilo que vejo?
Será que poderia ser o futuro que eu posso encontrar ou uma contra-parte que a tempos longínquos lutei para aprisionar o arauto da dor, do medo e da desolação estando tu livre trará ao mundo sua precoce destruição?

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