quarta-feira, 16 de outubro de 2019

DESERTO

Mediante a dor de uma armadura com espinhos no seu interior, um escudo fraturado com o coração equiparado, sua lamina ainda assim tenaz, para enfrentar as sombrias criaturas abissais de nefasta criação, oriundas do mais profundo ponto existente na alma, essas que desejando pela própria coroação caminham para as cinzas da destruição.
Bestas infernais com garras colossais, destroem aquilo que tocam com seu desejo pelo poder, seu alimento vem daqueles que sucumbem diante do sofrer. Com força devo seguir estando os desafios a enfrentar, mesmo só não posso cair, nem sou digno de fraquejar. Estaria eu sozinho realmente na trilha da evolução ou existem varias almas solitárias acompanhando isoladas em seu calvário pela paixão?

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Admirar

Seria a lua uma forte deusa que tem suas próprias lutas a enfrentar e seu brilho vem de seus olhos que ficam ao futuro perscrutar?
Seria ela uma presença que a tudo fica a explicar, estando acima do bem e do mal como uma entidade atemporal.
Não posso esse mistério solucionar, fico apenas diante de seu quente brilho minhas dores acalentar, com o escudo rachado e ainda assim usado, mas a espada continua a brilhar e seu fio que inveja ela está a me dar, diante dos desafios não encontrei a redenção apenas mais lutas que essa floresta oferece dentro de sua vastidão, me esqueci o que era não reconhecendo o que me tornei seria eu um andarilho ou algum dia eu me tornei rei?

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Divagar

Durante as trevas meu caminho se mostra tortuoso
Diante da luz meus desafios se apresentam monstruosos.
Altos troncos, ilustre copa, arvores centenárias que já viram tantos em desespero, mas a mim não verá cair primeiro, aquele que fez de escudo o próprio coração.
Rachado, apagado, porem continuo a seguir mesmo que quebrado, não tenho direito a descansar mesmo que minhas batalhas fiquem a me reservar, espada de alma que combate a solidão, armadura de sofrimento que brilha afugentando a vastidão, não vejo viva alma mesmo diante dos tempos que fiquei a trilhar, tão tolo fui eu quando fiquei a esse desafio aceitar, acreditava que a força em mim iria esse inimigo subjugar, e a cada dia que passa mais forte preciso ficar, não pelo lúdico desse desafio enfrentar, apenas e somente apenas para mais uma noite nessa floresta enfrentar, me lembro a tempos atrás de um castelo abandonado avistar dentro dele tinha um trono que seu portador não estava lá.
Fui até as masmorras lá encontrei gritos selvagens de ódio e desolação, aquilo aflorou meu medo mais que a compaixão, uma criatura funesta presa em correntes de forte magia até mesmo um monstro sucumbe diante da referida pressão.
Ansiando pelo momento de libertação, o que se via em seus olhos era apenas o desejo por destruição, a besta selvagem em pele de homem será que tal besta poderia me enganar  ou a vida mais cruel que o próprio terror, ela tentou cruelmente me mostrar aquilo que vejo?
Será que poderia ser o futuro que eu posso encontrar ou uma contra-parte que a tempos longínquos lutei para aprisionar o arauto da dor, do medo e da desolação estando tu livre trará ao mundo sua precoce destruição?

sábado, 20 de julho de 2019

Adentrando a floresta da solidão.

Ó nobre cavaleiro.
Por que estais vos a nessa negra floresta tua vida trilhar?
O negrume dessa noite corrompe até o coração, enquanto ficas a sonhar com a lua nesta desolada vastidão.
Estais vagando sem rumo esperando apenas para a lua contemplar?
diante de seu brilho espera sua humanidade voltar, mesmo lustrando seu escudo e afiando sua espada não estais pronto para as batalhas que estará a enfrentar.
Se lembra do seu passado quando por vontade própria te jogaste nesta vasta solidão, agora me diga o que aprendeste desde então?